| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Furnariides |
| Sibley, Ahlquist & Monroe, 1988 | |
| Parvordem: | Furnariida |
| Superfamília: | Grallarioidea |
| Sclater & Salvin, 1873 | |
| Família: | Rhinocryptidae |
| Wetmore, 1926 | |
| Subfamília: | Scytalopodinae |
| Müller, 1846 | |
| Espécie: | M. ater |
O entufado é uma ave passeriforme da família Rhinocryptidae.
Conhecido também como bigodudo-preto e tapaculo-de-topete.
Seu nome científico significa: do (francês) mérulaxe = nome dado a esta ave por Lesson (1831) fazendo referência a sua cor e aparência com as do gênero Merula (melro); e do (latim) ater = preto, escuro, preto fosco. ⇒ (Ave) preta semelhante às do gênero Merula.
Mede cerca de 17 cm, com os machos apresentando coloração predominantemente cinza-azulada, sendo marrons as regiões do uropígio, crisso e baixo ventre. As fêmeas são completamente marrons.
Não possui subespécies.
São raríssimos os registros da reprodução e nidificação desta espécie, mas sabe-se que nidifica em buracos nos barrancos. Seus hábitos são muito discretos, muito pouco (ou nada) se sabe sobre sua reprodução, nidificação, ovos ou filhotes.
É frequentemente visto em altitudes que variam de 10 (Ubatuba-SP) a 1.800 m, dentro de florestas primárias e secundárias com bom grau de conservação, onde habita a porção inferior da vegetação.
Em Ubatuba, no litoral norte de SP, aparece também nas matas de restinga úmidas ou pantanosas, geralmente no pé de encostas em áreas bem preservadas (altitude < 10 metros) . Foi observado e registrado numa trilha muito utilizada por moradores para ter acesso à água de uma cachoeira, a poucos metros da praia mais movimentada da cidade, onde grandes empreendimentos imobiliários e a movimentação de turistas ameaçam a flora e fauna local (Observações pessoais de Henry Miller Alexandre e Lucas Ramiro, 2016).
Além de sua restrita distribuição em termos mundiais, Merulaxis ater é ave tímida e habitante de brenhas da mata, difícil de ser avistada. Praticamente a única forma de ser vista é quando atende ao playback, quando vem bem perto. É interessante notar que se aproxima, normalmente, aos pulos pelo chão da floresta e em silêncio, só vocalizando quando está bem próximo da fonte que emite seu chamado, o que induz a se concluir que pretende mesmo é surpreender o macho que está invadindo seu território.
Endêmica do Brasil nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia.